
Em Análise nessa semana:
– Como a tecnologia está mudando a tomada de decisões no esporte.
– O impacto da corrida global por infraestrutura tecnológica.
– O desafio econômico dos resíduos eletrônicos.
– TI pelo Rio: ações e iniciativas da semana.
Tempo de leitura: 7 minutos.
Colocando em contexto
Essa foi uma semana em que tecnologia e infraestrutura apareceram em praticamente todos os cantos do noticiário: do gramado da Copa do Mundo às placas de memória que sustentam os data centers de IA, passando pelo destino que damos aos equipamentos eletrônicos que descartamos.
Histórias aparentemente distintas, mas que, olhadas em conjunto, revelam o mesmo movimento de fundo: a capacidade de processar, armazenar e descartar dados e componentes está redesenhando negócios, mercados e até resultados esportivos.
É esse padrão que interessa isolar aqui.
Quando a máquina entra em campo
Na Copa do Mundo, um lance em Portugal x Croácia expõe bem esse movimento. Um gol da Croácia nos acréscimos, que levaria o jogo à prorrogação, foi anulado por um toque quase imperceptível identificado pelo sistema de impedimento semiautomático.
A bola oficial registra cerca de 500 leituras por segundo, cruzadas em tempo real com câmeras de alta velocidade espalhadas pelo estádio.
O que esse lance evidencia não é só uma decisão de arbitragem, mas uma mudança de paradigma: o julgamento humano passa a ser subsidiado por um ecossistema de sensores e IA.
A pergunta em jogo deixa de ser “o árbitro viu?” para se tornar “o sistema detectou?”.

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A conta da Inteligência Artificial chegou, e ela é global
Enquanto sensores decidem lances em campo, a corrida por poder computacional está encarecendo tudo o que sustenta essa mesma tecnologia.
A escassez mundial de chips de memória, puxada pelos investimentos bilionários de OpenAI, Google, Microsoft, Meta e Nvidia em novos data centers, já levou Apple, Microsoft, Dell, HP e até a AWS a reajustar preços.
O motivo é estrutural: construir uma fábrica de semicondutores leva de três a cinco anos, e os fabricantes estão priorizando os data centers de IA (mais rentáveis) em detrimento do mercado tradicional.
O ponto de atenção para o Rio não é apenas acompanhar essa tendência global, mas medir seu efeito local.
A Pesquisa de RH TI Rio 2025 já aponta IA, análise de dados e integração de sistemas entre as prioridades das empresas do setor.
Isso indica que o encarecimento da infraestrutura mundial chega direto ao custo de operar, inovar e competir no estado.

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O outro lado da mesma moeda: o que fazemos com o que descartamos
Se de um lado o mundo compete por mais capacidade computacional, do outro lado dessa mesma engrenagem está um problema que raramente entra na conta: o que fazer com os equipamentos que ficam obsoletos.
Segundo o Global E-waste Monitor 2024 (ONU/UIT/UNITAR), o mundo gerou 62 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos em 2022.
Mas só 22,3% foram coletados e reciclados formalmente, um desperdício estimado em US$ 62 bilhões em materiais recuperáveis.
O Brasil está no centro desse descompasso: responde por 16,36% dos resíduos eletrônicos das Américas, com produção média de 10,2 kg por habitante.
Mas apenas 3% desse volume entra em cadeias formais de reaproveitamento, um mercado bilionário praticamente intocado.
Lido junto com o item anterior, isso expõe uma tensão estrutural: quanto mais o mundo demanda chips novos, maior fica o volume descartado sem retorno à cadeia produtiva.
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Por que isso importa?
Em Análise dessa semana mostra que a competitividade das empresas passa a depender cada vez mais da capacidade de compreender e responder às transformações da infraestrutura tecnológica global.
Custos, inovação e crescimento são influenciados por fatores como capacidade computacional, disponibilidade de recursos e evolução dos sistemas.
Antecipar esses movimentos permite reduzir riscos, identificar oportunidades e tomar decisões mais estratégicas.

TI pelo Rio

A semana reuniu iniciativas em diferentes pontas da atuação da TI Rio.
Em Teresópolis, o Mapeamento do Setor de TI ganhou um recorte territorial que já subsidia a revisão da Lei Municipal de Inovação da cidade.
Em Petrópolis, um seminário gratuito prepara empresários e profissionais para a Reforma Tributária.
Na Campanha de Coleta de Resíduos Eletrônicos, o volume recolhido cresceu 50% frente ao ano anterior, resultado que levou à prorrogação da iniciativa.
Confira os destaques do período:
Inteligência Territorial chega a Teresópolis
📅 30 de junho | Teresópolis
📍 Teatro Municipal de Teresópolis
TI Rio apresentou o Mapeamento do Setor de TI do Estado do Rio de Janeiro com recorte local para a Região Serrana.
O evento reuniu Prefeitura, Conselho Municipal de Inovação, SerraTech e empresários.
Destaque para a proposta de atualização da Lei Municipal de Inovação de 2019, hoje considerada limitada para viabilizar contratações de soluções desenvolvidas por startups locais.
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Reforma Tributária sem Mistérios
📅 10 de julho | Petrópolis, das 8h30 às 17h
📍 Campus Bingen da Estácio de Sá
Seminário gratuito reunirá especialistas para discutir os impactos práticos da Reforma Tributária na gestão das empresas, com apoio da TI Rio.
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Campanha de Coleta de Resíduos Eletrônicos é prorrogada
📈 +50% no volume recolhido em relação a 2025
As empresas participantes da Campanha de Coleta de Resíduos Eletrônicos da TI Rio aumentaram o volume recolhido.
Diante do resultado, a campanha foi prorrogada, e empresas com equipamentos parados podem agendar coleta gratuita.
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Circuito Rio Info: próxima parada é o Vale do Café
📅 19 e 20 de agosto | Vassouras/RJ
Vassouras recebe mais uma edição do Rio Info, com apresentação do Mapeamento do Setor de TI com recorte territorial para o Vale do Café.